“A verdade é que já Tadej Pogacar viveu mais um ano memorável ao conquistar seu quarto título do Tour de France, consolidando-se como um dos maiores ciclistas da história.
O ciclista da UAE Emirates-XRG venceu com autoridade, mas suas declarações após o término da competição chamaram atenção. Em sua primeira aparição pública depois da vitória, Pogacar surpreendeu ao afirmar que estava “contando os anos até a aposentadoria”.estou contando os anos até a aposentadoria” afirmou Pogacar
Durante o Tour de France, Pogacar dominou as primeiras semanas, mas reduziu o ritmo no final. Mesmo assim, manteve-se competitivo até a etapa final em Paris, onde acabou superado por Wout van Aert, em um momento que muitos interpretaram como um sinal de vulnerabilidade.
Após o Tour, o esloveno permaneceu em silêncio até participar do 7º Criterium Tadej Pogacar, um evento em sua cidade natal, Komenda. Lá, ele falou abertamente sobre o desgaste acumulado:
“Todo mundo tem um dia ruim de vez em quando. Não se pode esperar que eu esteja radiante de felicidade durante todas as 21 etapas. O Tour foi realmente difícil, um dos mais difíceis que já corri. Qualquer um que tenha lutado pela classificação geral pode confirmar isso.”
No entanto, o que causou espanto foi a declaração seguinte do campeão mundial: “A verdade é que já estou contando os anos até a aposentadoria. Comecei a vencer cedo, e pode haver resultados piores também. Estou pronto para qualquer coisa.”

“Vi que ele estava realmente cansado, e se ele parar?”
As palavras do filho não foram inesperadas para Marjeta. Em entrevista ao Le Parisien, a mãe do ciclista confirmou o grau de desgaste que ele vinha enfrentando.
“Não esgotamento, mas cansaço excessivo, sim. Este ano, vi que ele estava realmente cansado. Exausto, talvez. E pensei: agora entendo, e se ele parar de pedalar?”, disse ela com sinceridade.
Ela também ressaltou que o peso não é apenas físico, mas mental. “Era muita coisa. Antes e depois das corridas. Às vezes é demais para suportar. Ele estava tão cansado, mental e fisicamente. E tudo isso diante de milhões de e de espectadores.”

Além da pressão competitiva, Marjeta também destacou situações de desrespeito que Pogacar enfrenta em meio à idolatria.
“As pessoas colocam adesivos nas costas dele, gritam com ele, tocam nele”, contou, citando o recente Campeonato Europeu. “Às vezes é demais. Porque ele vence com muita frequência, porque não tem tempo para autógrafos.”

Mesmo com o carisma e o sorriso que o tornaram um dos favoritos do público, Pogacar parece enfrentar o preço do sucesso.
Entre a exaustão física e o desgaste emocional, o esloveno mostra que, por trás das vitórias, há também o peso de carregar um nome que se tornou sinônimo de excelência no ciclismo mundial.
